O símbolo do cão-comunitário no Brasil nos deixou

O símbolo do cão-comunitário no Brasil nos deixou

É com muita tristeza que compartilho com os amigos que o cão BOB, que estava lutando contra um câncer no tórax, infelizmente nos deixou no último domingo.

Bob passou por várias sessões de quimioterapia no Rio de Janeiro, onde morava com o casal que cuidava dele em Campinas, quando era o cão-comunitário da Praça Santa Cruz, no Cambuí.

O cãozinho ganhou as páginas dos jornais de todo Brasil e do exterior quando a Secretaria de Saúde de Campinas ameaçou removê-lo da praça, onde morava há 11 anos, sob os cuidados de taxistas e moradores do bairro. O órgão municipal emitiu um auto de infração contra os taxistas, por permitirem que ele circulasse livremente nas ruas. A permanência de Bob foi garantida após a intervenção da UPA, que invocou a Lei Feliciano (12.916), sancionada no Estado de São Paulo em 2008. De minha autoria, a legislação compreende como “comunitário” o cachorro que estabelece laços de dependência e de manutenção com a comunidade em que vive, embora não possua responsável único e definido.

Bob se tornou, então, símbolo da luta pelo cão-comunitário.

Bloco do Bob

No carnaval de 2010, por iniciativa do vice-presidente da UPA, César Rocha, surgiu o Bloco do Bob, uma alegre celebração pelos cães-comunitários. Os foliões se reuniram na praça do Bob com seus animaizinhos, muitos deles fantasiados, e desfilaram pelo bairro do Cambuí.

Desde então, o evento se consolidou como parte do calendário oficial do carnaval da cidade, a cada ano com um samba enredo diferente, homenageando o Bob, que ia sempre à frente do bloco puxando o cordão de pessoas e animais. É o “cãonaval” oficial da população amante dos animais, levando às ruas milhares de pessoas.

FELICIANO FILHO

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=2NYt2pTKMUE



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