Ministério Público apura denúncias contra o CCZ de Hortolândia

Ministério Público apura denúncias contra o CCZ de Hortolândia

“A Prefeitura de Hortolândia designou uma raposa para tomar conta de um galinheiro”. A metáfora, utilizada pelo deputado Feliciano Filho, é uma crítica à gestão do CCZ, que desrespeita os direitos dos animais. As denúncias contra o órgão estão sendo investigadas pelo Ministério Público, conforme solicitação da entidade UIPA. Feliciano designou dois de seus assessores para acompanhar a situação atual.
De acordo com a assessoria parlamentar, os problemas listados no local são:
– Sujeira;
– Mal cheiro;
– Canis úmidos;
– Restrito ambiente de circulação dos animais;
– Presença de muitas moscas, o que causa miíases (bicheiras);
– Alojamentos sem estrados para proteger os animais do frio e da umidade – condições agravadas pela ausência de luz solar;
– Presença de canaletas com dejetos e água estagnada e esverdeada;
– Filhotes com suas mães alojados em canis molhados e com corrente de vento, entre fezes diarréicas e moscas;
– Cães de grande porte como rotweillers e pitbulls em cubículos que impediam movimentação.
– Falta de água em muitos canis e, nos que tinham, a quantidade era insuficiente devido ao grande número de animais;
– Comedouros improvisados de recipientes plásticos cortados ao meio, oriundos de produtos de limpeza, o que provoca intoxicação nos animais mesmo depois de lavados.
Após constatar a situação de maus tratos aos quais os animais de Hortolândia são submetidos, o Ministério Público iniciou uma investigação no local em fevereiro. Segundo a promotora responsável pelo caso, Débora Camargo, a prefeitura já foi notificada e tem até 23 de maio para responder a ação.

Um problema de longa data

Há oito anos, Feliciano havia registrado uma denúncia contra o local, por intermédio da União Protetora dos Animais (UPA), junto ao Ministério Público. Na ocasião, o ativista conseguiu lacrar a câmara de gás, onde eram realizados procedimentos de extermínio de animais sadios para fins de controle populacional. A situação do CCZ de Hortolândia, no entanto, sempre foi longe da ideal, uma vez que a diretoria responsável ignora os direitos básicos dos animais.



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