Feliciano repudia obra de arte da 29ª Bienal e declara: “Animal é vida, não é arte”

Feliciano repudia obra de arte da 29ª Bienal e declara: “Animal é vida, não é arte”

Deputado estadual Feliciano Filho protocolou nesta terça feira, 28 de Setembro de 2010, uma manifestação de repúdio endereçada ao presidente da Fundação Bienal, Sr. Heitor Martins, pela exposição da “obra” intitulada “Bandeira Branca”.

Convencido de que animal é vida e não arte, Feliciano questionou a Fundação Bienal em relação ao mérito da “obra” em questão .

Em sua manifestação, o deputado Feliciano, pede que a Fundação Bienal reveja o conceito de arte e respeito à vida, uma vez que os animais estão sendo explorados, confinados em ambiente totalmente estranho à sua natureza, submetidos ao estresse de ficar horas sendo observados, submetidos ao som das músicas executadas pelas caixas acústicas contidas na mesma obra e ficarão meses sem receber luz solar.

Feliciano questionou também os orgãos públicos que estão dando apoio cultural à realização do evento: Governo do Estado, Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura, Secretaria de Estado da Educação e Prefeitura de São Paulo, bem como os patrocinadores másteres da 29º Bienal: Fiat e Itaú.

Segue abaixo as cópias dos documentos protocolados.

Ofício GDFF nº 065/2010fm
Excelentíssimo Senhor
ALBERTO GOLDMAN
DD.Governador do Estado de São Paulo
Nesta

Com meus cumprimentos, encaminho anexo reportagem do site ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais, com matéria publicada na última quarta feira, 22 de setembro do ano corrente, no qual relata o caso envolvendo exploração aos 03 animais Urubus de cabeça amarela expostos na obra intitulada “Bandeira Branca”, de concepção de Nuno Ramos na 29ª Bienal de Arte de São Paulo.
Diante do exposto, venho solicitar apuração quanto à veracidade dos fatos, a fim de que providências sejam tomadas, tendo em vista que a realidade do presente caso, se confirmada, fere frontalmente o disposto no Decreto Federal nº 24.645; manter animais em lugares anti-higiênicos ou que lhes impeçam a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privem de ar ou luz (art. 3º, II) e (art. 3º, XXX) arrojar aves e outros animais nas casas de espetáculo e exibi-los para tirar sortes ou realizar acrobacias, bem como Lei Municipal nº 14.014, onde proíbe no âmbito do município de São Paulo, a utilização de animais de qualquer espécie em apresentação de circos e congêneres (art.1º).
Na expectativa favorável que possa resultar do pedido, coloco-me a disposição para o que se faça necessário.

Atenciosamente,

Deputado Feliciano Filho

Ofício GDFF nº 070/2010fm
Ilustríssimo Senhor
Heitor Martins
MD. Presidente da Fundação Bienal de São Paulo
Nesta

Em todo o mundo, substituir o uso do trabalho escravo de animais por arte é uma tendência, o que dizer quando a Fundação Bienal de São Paulo, na contra mão da história, aceita substituir a arte pelo uso escravo de animais? Enquanto em todo o mundo, é cada vez maior a busca da conscientização das populações em relação ao bem estar e respeito aos animais, primando-se desta forma pela vida, vamos nós, brasileiros, na contramão da história expondo a vida de inocentes e indefesos ao estresse de passar meses confinados em um ambiente estranho a sua natureza.
Sou totalmente favorável à realização de manifestações culturais e artísticas, porém acredito que uma entidade conceituada como a Fundação Bienal não deveria, em hipótese alguma, ser conivente com explorações cometidas contra indefesos. Mesmo com a autorização IBAMA, os animais expostos na “obra” intitulada como “Bandeira Branca”, não estão em ambiente que reproduz seu habitat natural e os mesmos ficarão meses sem receber luz solar. Sinto-me, portanto obrigado a questionar o mérito da obra, pois em minha concepção, animal é vida e não arte. Manifesto ainda, este questionamento face a “obra” intitulada como “Bandeira Branca” aos seguintes órgãos competentes: Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura, Secretaria de Estado da Educação, Prefeitura de São Paulo e aos patrocinadores master da 29º Bienal: Fiat e Itaú.
Certo de que o conceito de arte e respeito à vida será revisto, aguardo por parte da diretoria desta fundação, uma manifestação favorável à retirada desta polêmica “obra de arte” que infelizmente trouxe à Fundação Bienal uma exposição negativa e totalmente desnecessária.

Atenciosamente,

Deputado Feliciano Filho



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