Feliciano investiga cães em cemitério

Feliciano investiga cães em cemitério

Após as notícias de que a prefeitura de São Paulo começaria a usar cães de guarda da raça Rottweiler nos cemitérios municipais, o gabinete do Deputado Feliciano filho começou a receber denúncias de que estes animais estariam sujeitos a maus-tratos.

“Imediatamente pedi a ajuda de uma bióloga que faz perícia judicial em casos como este e acionei a Polícia Militar Ambiental para que lhe desse apoio em uma vistoria surpresa, na tarde desta quinta-feira,” informou Feliciano. “A partir do seu laudo, tomaremos as devidas providências.”

A vistoria aconteceu e, realmente, as denúncias não eram sem fundamento. Os cães, que guardam o cemitério à noite, ficam o dia todo em cubículos de compensado, na terra, com pouca ou sem cobertura e pouca ventilação. “Em alguns espaços, não encontramos nem água, nem comida,” acrescenta a bióloga Andréa Freixeda, que também presta serviços para a Biofauna e o santuário de animais Rancho dos Gnomos. “A situação é pior do que esperávamos.”

À Polícia Militar Ambiental, os coordenadores do cemitério afirmaram que o espaço é provisório e que os animais estariam em um canil de alvenaria, de dimensões e condições apropriadas, em um mês. “Isso não justifica deixarem os animais nesta situação,” disse Andréa.

* Funcionários do cemitério fazem B.O.

Enquanto alguns funcionários defendem a permanência dos animais, alegando que os furtos caíram a zero depois que eles chegaram, vários nos procuraram durante a vistoria para denunciar as condições de acomodação e manejo dos cães. “Dá até dó ver os bichinhos assim, o dia inteiro, no sol, na chuva” contou um deles, que já fez até um boletim de ocorrência sobre o caso. Outros reclamam que os animais não têm tratadores especializados e que funcionários da faxina foram deslocados para cuidar dos Rottweiler.

O resultado final do laudo estará pronto no início da semana que vem.

 



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