COPA DO MUNDO: fogos de artifício assustam os animais e podem causar acidentes

COPA DO MUNDO: fogos de artifício assustam os animais e podem causar acidentes

As comemorações durante os jogos da Copa do Mundo FIFA 2014, especialmente em casos de vitória da seleção brasileira, serão com certeza muito barulhentas, como toda boa festa. Entretanto, se para os humanos é um momento de felicidade e descontração, é preciso estar atento à sensibilidade dos animais em relação aos estouros provocados pelos fogos de artifício.

Por terem uma audição mais aguçada, em particular os cães, muitos deles entram em pânico. Fogem, se perdem ou são atropelados. Há riscos ainda como o enforcamento com a própria coleira, acidentes em janelas e portas, quedas de locais altos, como varandas de apartamentos, sem contar o perigo de queimaduras. Alguns animais apresentam até convulsões.

Os tutores de animais, principalmente os que vivem em locais urbanos, devem estar atentos. O pânico desorienta o animal, que tende a correr sem destino. E em dias de jogos é difícil encontrar atendimento emergencial disponível em casos de acidentes. Por isso, cuidados extras são indispensáveis nesses dias.

Para evitar o sofrimento dos animais, aponto aqui alguns cuidados que irão garantir sua segurança e bem-estar:

– acomodar os animais em ambientes em que já estejam acostumados, para que se sintam em segurança;
– fechar portas e janelas;
– alimentá-los com dieta leve para evitar distúrbios digestivos;
– cobrir gaiolas de pássaros;
– verificar se os abrigos dos animais estão bem fechados;
– evitar muitos animais em um mesmo abrigo, especialmente cães, para que não haja brigas;
– uma boa dica é acostumar aos poucos os animais ao barulho, levando-os para perto da TV ou do rádio e ir aumentando o som devagar. Assim, ele não será surpreendido de forma inesperada com o barulho dos fogos;
– evitar deixá-los amarrados para não provocar enforcamento;
– em casos extremos, alguns veterinários indicam o uso de tampões de algodão nos ouvidos. Nesse caso, é preciso atenção ao tamanho desses tampões, para que não entrem no duto auditivo do animal;
– e o mais importante: nunca medicar o animal sem orientação do veterinário.



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