1ª reunião técnica da Comissão Permanente Antivivissecção aborda o uso de animais nas instituições de ensino

1ª reunião técnica da Comissão Permanente Antivivissecção aborda o uso de animais nas instituições de ensino

A Assembleia Legislativa do Estado de SP (ALESP) foi palco, na última terça-feira (16), da 1ª reunião técnica da Comissão Permanente Antivivissecção, criada pelo Deputado Feliciano Filho (PEN-SP) em setembro. A comissão, primeira do país, pretende combater o uso de animais vivos em aulas, experimentos científicos e testes de produtos e se reunirá mensalmente.

Neste primeiro encontro, o tema foi a Vivissecção na Educação e o debate foi centrado na necessidade de se pesquisar e divulgar a existência de métodos alternativos à vivissecção (e à dissecação, o uso de animais mortos, muitas vezes pouco antes das aulas).

Para o Prof. Sérgio Greif, é preciso também conscientizar os alunos.“Muitos não gostam e até traumatizam-se com a prática, mas a aceitam por considerarem-na um rito de passagem. Uma forma de serem aceitos por seus colegas de turma.” A maioria dos alunos – e até de professores – desconhece a existência de métodos alternativos ou mesmo da ‘objeção de consciência’, por meio da qual o aluno pode se recusar a matar um animal por motivos de ética pessoal.

No entanto, vários dos presentes salientaram que hoje começa já a não ser normal muita coisa que era no passado. “O zeitgeist [o espírito do nosso tempo] está mudando”, comentou Greif.

A criação de um Projeto de Lei simplesmente banindo a vivissecção também foi uma das propostas. “Já existe uma lei federal que proíbe a vivissecção, desde que existam outros métodos,” explicou o deputado Feliciano. “Precisamos é conversar com as faculdades e divulgar mais.”Foram formados grupos de trabalho que se aprofundarão no assunto até a segunda rodada de conversas, em novembro.

A Comissão Permanente Antivivissecção da ALESP é formada por técnicos, professores, protetores e profissionais contrários à prática da vivissecção.



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