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publicado em 28 de março de 2018

Serial killer de gatos bebe sangue dos animais em Campinas

  • Na casa do criminoso foram encontrados corpos de gatos sem cabeça pendurados no varal
  • “Em geral os psicopatas começam matando animais e depois migram para vítimas humanas”, comenta Feliciano Filho 

Treze gatos mortos por estrangulamento e com a cabeça arrancada. Em alguns casos, a cabeça foi separada do corpo pelos próprios dentes do agressor que ainda bebeu o sangue dos animais direto do crânio deles com um canudinho.

Uma cena tão cruel e bizarra que chega a ser difícil de conceber como verídica, mas é real! E o pior: o autor dessa brutalidade, o técnico em radiologia Paulo Marques de Freitas Neto, de 30 anos, morador do Jardim das Cerejeiras, em Campinas (SP), continua circulando pela cidade atrás de mais vítimas: gatos mansos ou filhotes, em situação de rua ou que são criados soltos por seus tutores.

No último final de semana, por exemplo, ele esteve na Lagoa do Taquaral, munido de caixinha de transporte, a fim de “adotar” gatos de uma feira de adoção da ONG Gatinhos da Lagoa. Os protetores o reconheceram e acionaram a polícia. Testemunhas o viram também no Cemitério da Saudade, onde vivem vários gatos.

O Ministério Público decidiu denunciar Freitas Neto por crime contra os animais e pedirá um exame psiquiátrico denominado “incidente de insanidade mental” para averiguar se ele oferece risco à sociedade. Além disso, a promotora Gabriela Gnatos Palermo vai pedir à Polícia para que seja feita busca e apreensão na casa dele – conforme informou o Jornal Correio Popular de Campinas na data de hoje.

O delegado Sandro Jonas, do 5º Distrito de Polícia do Jardim Amazonas, onde o caso está sendo investigado, chamou Neto para depor: “Ele alegou que pretendia adotar um gato para desfazer a imagem ruim que ficou dele. Com esse novo fato, reforçamos junto ao Poder Judiciário a necessidade de avaliação psiquiátrica que já foi solicitada desde o primeiro B.O. Ele já esteve internado recentemente obedecendo a vontade da mãe, mas foi liberado”.

Vale lembrar que quando detido para esclarecimentos, no final de fevereiro, Neto confessou os crimes e disse também que já havia matado cachorros e galinhas no passado obedecendo a uma “voz divina”. Em sua casa foram achados corpos de gatos sem cabeça pendurados no varal e, numa ocasião, ele teria matado o gato da própria mãe. O perfil dos crimes de Neto se assemelha ao rastro de sangue deixado pelos piores e mais famosos psicopatas do mundo (veja lista no final da matéria).

Menor potencial ofensivo X Maior potencial assassino

Infelizmente, as leis brasileiras ditam que crime contra animais são de menor potencial ofensivo ainda que se trate de agressores com grande potencial assassino. Mas uma decisão histórica tomada esse ano em SP, deve servir de inspiração!

Dalva Lina da Silva, conhecida como “a matadora de animais”, que estava foragida, foi presa e condenada a 17 anos por matar 37 animais, na maioria gatos filhotes, aplicando uma dolorosa injeção letal. Como não tinha qualquer habilidade para esse procedimento perfurou as vítimas várias vezes no peito. Uma cachorrinha levou 18 picadas na região do coração. A morte podia levar cerca de 20 minutos nos quais os animais mantinham-se conscientes.

A juíza Patrícia Alvarez Cruz utilizou um estudo do FBI (Agência Federal de investigação) da polícia americana para caracterizar Dalva como uma assassina em série, capaz de provocar mortes de forma brutal e, portanto, uma ameaça à sociedade. Aliás, desde 2016, O FBI passou a considerar crimes contra animais como crimes contra a sociedade já que um estudo mostrou que entre 80 e 90% dos assassinos em série possuem um passado de crueldade contra animais

“Em geral os psicopatas começam matando animais e depois migram para vítimas humanas. Eles treinam nos animais indefesos. Nos EUA quem mata animais passa a ser monitorado pelo FBI porque esses sujeitos são um perigo para animais de rua, animais domiciliados e para a sociedade em geral”, comenta o deputado estadual Feliciano Filho que é autor de seis leis em defesa dos animais em SP.

Atento para os estudos que mostram a relação entre crimes contra animais e pessoas, o delegado Nuno Álvares Peres, do 1º Distrito Policial de Campinas, assim que recebeu o caso de Neto, pediu exame de insanidade mental e internação provisória levando em consideração a presença de crianças na vizinhança do agressor (vide documento anexo).

Violência doméstica e desaparecimento de crianças

Pesquisa da Comissão de Proteção e Defesa Animal da Ordem dos Advogados do Brasil de Suzano (Interior de SP) divulgada em março mostra dados estatísticos sobre a relação entre a violência doméstica e maus-tratos a animais. A constatação é que quando os animais sofrem violência, esposa e filhos do agressor correm perigo. Se são os filhos e a esposa que sofrem agressões, os animais da casa também estão sujeitos à violência. Coma a ajuda da Delegacia da Mulher, o estudo entrevistou 59 mulheres, sendo que 39% delas disse que quando a agressão não era com o animal de casa, muitas vezes era com o de terceiros.

Além disso, segundo a Secretaria de Segurança Pública, 40 mil crianças desparecem todos os anos no Brasil sem que seja pedido resgate, a maior parte delas em SP. Nunca mais se tem notícia ou sequer algum vestígio de cerca de 20% delas. Talvez esteja na hora de colocar entre as principais razões desses misteriosos desaparecimentos a ação de psicopatas que, de forma geral, iniciam suas carreiras matando animais.

Psicopata americano dos anos 70 bebia sangue de animais

Assim como o matador de animais de Campinas, Richard Chase, um psicopata americano que ficou muito famoso nos anos 70, também bebia sangue de animais e até de suas vítimas humanas a ponto de ganhar o apelido de “O Vampiro de Sacramento” (Califórnia). Aos dez anos já apresentava sinais claros de Síndrome de Macdonald (incontinência urinária, piromania e zoosadismo) – uma tríade bastante comum em vários psicopatas.

Matou seis pessoas em apenas um mês, das formas mais sórdidas possíveis e ainda comeu parte de seus corpos. Entre as vítimas uma criança de quem comeu o cérebro. Achava que o sangue animal protegia sua saúde e por isso capturava animais domésticos nas ruas, matava e comia as vísceras. Certa vez comprou dois filhotes de cachorro de um vizinho para sugar-lhes o sangue. Batia os órgãos dos animais com coca-cola num liquidificador como uma espécie de milkshake. Tentou escapar da pena de morte alegando insanidade mental, mas foi condenado como criminoso comum. Suicidou-se com overdose de antidepressivos na prisão em 1980.

Conheça outros casos famosos envolvendo morte de animais e de pessoas:

Os maníacos de Dnepropetrovsk (Ucrânia – período das mortes 2007/2009): Viktor Sayenko e Igor Suprunyuck, ambos com 19 anos, começaram torturando e matando gatos e cachorros e, em seguida, exibindo os vídeos feitos pelo celular na internet. Logo migraram para crianças, mulheres e idosos assumindo ao menos 21 assassinatos tendo colocado na rede um deles em que fazem uso de uma chave-de-fendas para perfurar o corpo da vítima. Eles costumavam arrancar os olhos das pessoas e cortar as orelhas exatamente como faziam com os animais. Foram condenados à prisão perpétua.

Jeffrey Dahmer (EUA – período das mortes 1978/1991): assassinou 17 homens e garotos. Os crimes envolviam estupro, necrofilia e canibalismo. Ele dissecava animais desde pequeno e tinha até um cemitério com os corpos no quintal de casa. Ganhou prisão perpétua apesar de nunca ter assumido os crimes. Na cadeia foi atacado e morto brutalmente por outro presidiário com perfil psicótico. Em seu apartamento foram achadas fotografias das vítimas já mortas com cabeças no frigorífico. Havia cadáveres em vasilhas com ácido, altar com velas e crânios dentro de armários.

Edmund Kemper (EUA – nos anos 70): condenado à prisão perpétua (que cumpre até hoje) por matar dez jovens com requintes de crueldade. Também matou os avós. Ele inspirou parte do personagem Hannibal Lecter do filme O Silêncio dos Inocentes. Torturava e matava animais desde criança. Matou todos os gatos de sua mãe e, mais tarde, quando adulto, a própria mãe.

(fonte: ANDA)