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publicado em 29 de janeiro de 2016

O Benvindo Ano Internacional das Leguminosas

Considerando que a fome ainda flagela mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo, foi muito feliz a iniciativa da ONU, por meio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), de instituir 2016 como o Ano Internacional das Leguminosas. O propósito principal é demonstrar o significado que esses vegetais, ricos em nutrientes, têm para a segurança alimentar global, além de estimular sua produção, comércio e utilização em maior escala no combate à desnutrição.

As leguminosas, como o feijão, ervilha, grão de bico, soja e lentilha, são ricas em proteínas, fibras e várias vitaminas. Segundo os especialistas, são fontes alternativas de proteínas mais baratas do que as carnes. Também têm o dobro das proteínas do trigo e o triplo do arroz e são ricas em micronutrientes, aminoácidos e vitamina B.

As leguminosas também são boas para o Planeta, pois apresentam baixa emissão de carbono e enriquecem o solo no qual são cultivadas, ao alimentar os micróbios inofensivos, melhorando a saúde da terra e reduzindo a necessidade de fertilizantes. Representam, ainda, uma fonte de proteína de baixo consumo de água. Requerem apenas um décimo ou metade da água usada por outras fontes de proteína. Isso é fundamental num momento de crise hídrica.

Outra vantagem das leguminosas são benefícios sociais amplos. Nos países em desenvolvimento, geralmente são cultivadas por pequenos agricultores, aos quais proporcionam uma fonte adicional de alimento e renda. Impulsionar o seu consumo global, portanto, melhoraria o rendimento e a qualidade da vida dos agricultores familiares.

Por outro lado, para a economia brasileira, tão debilitada, o aumento do comércio de leguminosas seria positivo. Nosso país é o maior produtor mundial de feijão, com média anual de 3,5 milhões de toneladas. É, ainda, o segundo maior produtor de soja, atrás apenas dos Estados Unidos, com 95 milhões de toneladas anuais. Embora a soja, uma das principais commodities agrícolas, seja mais utilizada para a fabricação de óleo culinário, farelo proteico e outras aplicações da indústria alimentícia e até mesmo de biocombustíveis, é inegável a sua qualidade como alimento direto.

Todas as vantagens e benefícios acima apontados já justificam de modo pleno a instituição do Ano Internacional das Leguminosas. Porém, há outro fator de extrema importância: elas também podem ajudar a melhorar a saúde humana e o bem-estar, incluindo combate e controle do diabetes, redução de doenças cardíacas e colesterol. Para isso, basta que sejam mais utilizadas como fonte proteica, reduzindo-se proporcionalmente o consumo de carnes.

Tal providência, que transcende à pertinente meta de reduzir o sacrifício e o sofrimento dos animais, atende a uma demanda premente da saúde pública. No Brasil, segundo o mais recente levantamento do Ministério da Saúde, o número de pessoas acima do peso continua a crescer: 52,5% dos habitantes estão nessa categoria, o que representa aumento de quase dois pontos percentuais em relação aos dados de 2013, quando a população com sobrepreso era de 50,8%. Uma das principais causas da obesidade é a ingestão em excesso de carnes, cujas gorduras, comprovadamente, têm elevado potencial para provocar a obesidade.

O combate à fome, a promoção da segurança e da qualidade alimentar, a redução das doenças cardiovasculares provocadas pela obesidade, aumento da renda dos agricultores familiares, menos sofrimentos para os animais e benefícios para o Planeta tornam muito bem-vindo o Ano Internacional das Leguminosas!

(Feliciano Filho, deputado estadual em São Paulo pelo Partido Ecológico Nacional – PEN)

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