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publicado em 16 de fevereiro de 2017

Médica cirurgiã nunca usou animais na faculdade

O deputado estadual Feliciano Filho é autor do Projeto de Lei Nº 706 de 2012, que restringe a utilização de animais no ensino apenas a estudos observacionais em campo, exames clínicos que auxiliem o diagnóstico do paciente e animais que estejam de fato necessitando da intervenção de um profissional para restabelecimento de sua saúde. O PL regulamenta ainda a utilização de material biológico e cadáveres adquiridos eticamente. (Veja o PL na íntegra)

“Faço cirurgias tranquilamente graças a tudo que aprendi na residência médica, com pacientes humanos, sem ter frequentado nenhuma aula com animais. Na época nem tinha esses recursos de computador disponíveis. Nos dias em que as aulas eram com porcos eu nem entrava na sala. Ficava de fora estudando pelos livros e suturando panos”, conta a médica especializada em ginecologia e obstetrícia Maria Beatriz Galvão, de Santos (SP).

Ela relata que, oito anos atrás, quando se formou na Faculdade de Ciências Médicas de Santos (FCMS), mesmo sem ter a carta de objeção de consciência, ela não teve dificuldade de fazer o curso: “Não sofri pressão e os professores respeitavam minha posição. Hoje vejo que não me fez nenhuma falta não assistir aulas com cobaias”.

A faculdade usava porcos e ratos: “Eu chorava muito ao ver os porcos entrando na sala técnica de cirurgia, pois, sabia que não sairiam vivos de lá”, relembra. O sentimento relatado por Maria Beatriz é compartilhado por muitos estudantes da área médica que, hoje em dia, já podem contar com a carta de objeção de consciência e cujo acesso pode ser feito clicando no link.

Pensando nesse desejo latente de estudantes de diversas universidades que ainda fazem uso de cobaias, mas principalmente, no bem-estar animal, o deputado estadual Feliciano Filho promoveu no final de 2016 a audiência pública ‘Uso de animais no ensino: ainda é necessário?’, com palestras destacando aspectos técnicos, jurídicos e éticos.

As professoras Júlia Matera, da USP, ganhadora de um prêmio internacional pelo uso de método substitutivo em 2016 e Odete Miranda, que revolucionou o ensino na Faculdade de Medicina do ABC abolindo o uso de cobaias em 2007, foram algumas das presenças do evento que pode ser acessado na íntegra no Youtube do deputado Feliciano Filho (ou clique em seus nomes para assistir cada palestra individualmente).

A professora Odete, inclusive, até hoje está com o último cachorro salvo da vivissecção na Faculdade de Medicina do ABC: “Ele estava solto no campus durante as férias, mas em breve seria novamente capturado para servir nas aulas. Então o levei para casa e batizei-o de Phytágoras. Depois disso conseguimos encerrar o uso de animais na faculdade”, conta.

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