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DEPA
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publicado em 24 de maio de 2018

IMPOSSÍVEL NÃO PENSAR EM MAUS-TRATOS QUANDO O TEMA É EMBARQUE DE ANIMAIS VIVOS

Segundo o parecer do Procurador Regional da República Sérgio Medeiros, a favor da liminar que impede a exportação de animais vivos no Brasil, não tem como negar o sofrimento dos animais exportados vivos – um pesadelo que tem início nas fazendas de origem e só termina, semanas depois, num abate em que o animal é mantido consciente enquanto tem a garganta cortada e sangra até morrer.

O parecer do procurador diz que durante o trecho terrestre já se observa a ocorrência de graves acidentes inclusive com fraturas ósseas resultado da frenagem veicular, manobras e estradas esburacadas. Isso sem falar que o processo de preenchimento dos caminhões é feito por operadores (vaqueiros) utilizando estímulos elétricos (bastões capazes de transmitir choques) na parte lombar ou costal dos animais Os animais ficam confinados o tempo todo em pé. Há também grades que transmitem choques elétricos para impedir os animais de se moverem no interior do veículo.

No navio, se observa falta de oxigênio decorrente da grande concentração de gás metano, provocando o sufocamento dos animais acompanhado do aumento da frequência cardíaca, desmaios, coma e morte. Nas baias não há espaço para movimentação, sendo somente possível o animal prostrar-se ao chão em contato com grande quantidade de dejetos. Há elevada poluição sonora, elevada temperatura interna, piso extremamente escorregadio.

Assim, o ambiente é propício para proliferação de fungos e bactérias e a consequente proliferação de patologias e distúrbios nos animais. A equipe veterinária insuficiente, de 2 a 3 veterinários para milhares de bois, sobrecarrega os animais com medicamentos que desencadeiam distúrbios fisiológicos como diarreia e vômitos. Concentrações elevadas de amônia causam irritação da mucosa e inflamação pulmonar.

Os problemas sanitários no navio são absolutamente impossíveis de serem solucionados devido à grande acumulação de dejetos animais, como fezes, urina, vômitos. Com tanta insalubridade por dias a fio, o transporte de longa distância também pode resultar em transmissão de doenças ao país receptor, além de inviabilizar todo o propósito da exportação: levar animais vivos aos países islâmicos para que sejam mortos em rituais religiosos – rituais que não podem ser realizados em animais que estiveram imersos em suas próprias fezes.