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publicado em 26 de novembro de 2015

Feliciano cria Comissão Capivara Viva

Técnicos irão propor novo regramento para o combate à febre maculosa

O Deputado Estadual Feliciano Filho (PEN-SP) promoveu na noite desta quarta-feira, 25, na Assembleia Legislativa do estado de SP (ALESP), a Audiência Pública “Febre Maculosa: Matar Capivaras resolve?”, com o intuito de trazer luz a esta grande polêmica que é a eliminação das capivaras por conta da febre maculosa.

“O evento foi um sucesso,” afirmou Feliciano, “pois a maioria esmagadora dos técnicos altamente qualificados, especializados em febre maculosa e manejo de capivaras, foi radicalmente contra o posicionamento dos técnicos da SUCEN, que subsidiaram a autorização dada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) para o abate das capivaras em Campinas.”

O Prof. Dr. Tarcísio Rego de Paula, da faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Viçosa (MG), um dos maiores especialistas em manejo e controle populacional de capivaras do país, e o biólogo Sérgio Greif, membro da Comissão Antivivisseccionista da ALESP, foram ambos enfáticos em afirmar que nem abater, nem retirar as capivaras revolve o problema da febre maculosa. Dr. Tarcísio trouxe um ponto importante: as capivaras, uma vez infectadas, ficam doentes por 7 a 12 dias – mas depois se curam sozinhas e ficam imunes à doença, não atuando mais como vetores de transmissão da febre. “Retirar animais não só não resolve, como piora a situação, pois animais novos chegarão ao local e esses animais não estarão imunes e se infectariam, ampliando a epidemia,” enfatizou. “Além disso,” completou Sérgio Greif, “retirar capivaras de um ambiente, só faz com que o carrapato procure outro animal para sobreviver.” A experiência de Viçosa na esterilização e aplicação de produtos para matar carrapatos nas capivaras foi muito bem sucedida e tem servido de exemplo.

O Dr. Paulo Anselmo, diretor do Departamento de Proteção e Defesa Animal da Prefeitura de Campinas, lembrou que historicamente sempre se optou pela matança de animais, mas nenhuma zoonose foi controlada até hoje dessa forma. E a Dra. Ingrid Menz, médica e presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Campinas, fez uma provocação que já passava pela mente de vários dos presentes: “Se a capivara, uma vez infectada, fica imune ao vírus, por que não se vacinar as capivaras, com uma versão inócua do vírus, imunizando todas e acabando de vez com a epidemia?” Foi muito aplaudida.

Também muito aplaudido foi o promotor de Justiça Dr. Carlos Henrique Prestes Camargo ao afirmar que “o GECAP (grupo de combate aos crimes de maus-tratos a animais do Ministério Público) é contra essa matança e, diante do que foi exposto aqui hoje, pode até vir a caracterizar esse tipo de abate e de autorização para o abate como crime ambiental”.

“Os dois objetivos principais da Audiência Pública foram alcançados”, celebrou Feliciano:

1) Mostrar que a SEMA se precipitou em dar autorização para o abate das capivaras do Alphaville de Campinas seguindo apenas a opinião equivocada da SUCEN, sem antes conhecer trabalhos consagrados;

2) Criar um grupo de trabalho, a Comissão Capivara Viva, para buscarmos soluções técnicas definitivas a fim de diminuir o risco de contaminação da febre maculosa sem a matança de capivaras.”

A comissão se reunirá já na próxima quarta-feira, dia 2, às 17h, na ALESP.

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