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publicado em 23 de junho de 2018

Exportação de gado vivo enfrenta resistência até do setor de carne, além de ativistas e da sociedade em geral

URGENTE: PL 31/2018 (PL dos Bois) que proíbe o embarque de animais vivos para fins de abate será votado no próximo dia 26 na Alesp com presença maciça de ativistas

Além de ativistas e sociedade em geral, boa parte do setor de carne também tem se rebelado contra a exportação de animais vivos dada a possível escassez de matéria-prima para os frigoríficos brasileiros e valorização da mão de obra externa em detrimento da interna. A exportação do animal vivo também faz subir o preço da carne in natura e congelada dentro do país.

O diretor-executivo do Sicadergs – Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado, Zilmar Moussalle, diz que as exportações não geram empregos, prejudicam os frigoríficos e também setores como de coureiro-calçadista, farmacêutico e graxarias, que dependem da matéria-prima da pecuária.

Trecho da reportagem da revista “Agroanalysis” de 2008 já previa muito bem a problemática dizendo que a atividade é danosa para o Brasil (http://www.agroanalysis.com.br/4/2008/mercado-negocios/pecuaria-i-exportacao-de-gado-vivo):
“O rebanho brasileiro de gado de corte diminuiu ao longo dos últimos cinco anos. A remuneração da atividade esteve comprometida e muitas matrizes foram abatidas. Agora, uma exportação desenfreada de bovinos vivos é danosa para o País, pois deixa de gerar valor agregado nos diversos tipos de indústria que dependem dos produtos e sub-produtos oferecidos pelo boi, tais como frigoríficos, fábricas de tintas, curtumes, fábricas de sabão e sabonete, as indústrias de embutidos, de ração animal, de produtos de limpeza, farmacêutica, do biodiesel, da farinha de carne e ossos, de artefatos de couros e muitos outros setores da economia dependentes do boi como matéria-prima. O estado perde capital, emprego e pratica um comércio desfavorável. O comprador industrializa a carne em seu próprio país, aproveitando os subprodutos, sobretudo o couro”.

Mais de 40 deputados a favor do PL 31 até o momento
Até o momento mais de 40 deputados já declararam que votarão a favor do Projeto de Lei 31/2018 que proíbe o embarque de animais vivos para fins de abate. Cauê Macris, presidente da Alesp, se comprometeu com cerca de 40 ativistas, numa reunião no dia 19 de junho, colocar na pauta do dia 26 o PL do deputado estadual Feliciano Filho (PRP).

Desde então, numa tarefa corpo a corpo, os ativistas estão percorrendo diversos gabinetes e lideranças dentro da Alesp a fim de firmar o compromisso da votação. Inclusive, uma lista com os deputados a favor do PL 31 já está sendo divulgada nas redes sociais (vide abaixo) e outra lista, segundo os ativistas, será publicada com o placar de deputados que cumprirem ou não com a palavra. Está programada presença maciça de ativistas no dia 26.
Importante ressaltar que não são apenas protetores de animais e vegetarianos ou veganos que desejam que o embarque de bois vivos chegue ao fim. O sofrimento desses animais que passam semanas dentro de um navio em meio a fezes, urina, vômitos, sem condições de descansar e com dificuldade de respirar devido ao forte cheiro de amônia, tem causado impacto até mesmo nas pessoas que comem carne.

Além das péssimas condições que enfrentam nos navios,,no país de destino eles não são insensibilizados como ditam as normas de abate no Brasil. Lá fora são mantidos conscientes enquanto um corte no pescoço os faz sangrar lentamente até a morte.
A questão ficou ainda mais urgente quando, este mês, em apenas sete dias, três bois se jogaram do navio Aldelta buscando fugir da morte, sendo o último resgatado no dia 15, numa praia de São Sebastião. O boizinho, que causou comoção nacional e internacional, foi batizado de herói por ter nadado por 5 horas em água extremamente fria. Ele sobreviveu sem ferimentos e foi reembarcado.