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publicado em 24 de fevereiro de 2016

Estudantes da USP iniciam aprendizado em cirurgia veterinária sem usar animais vivos

Como Deputado, apresentei em 2012 um projeto de Lei (PL 706/2012), que restringe a utilização de animais em atividades de ensino no Estado, principalmente quando existirem métodos alternativos. O projeto está pronto para Ordem do Dia e, assim, está pronto para ser votado em Plenário.

Este projeto se constitui em um grande sonho para a proteção animal e foi elaborado conjuntamente com a Comissão Permanente Antivivissecção, a primeira do gênero no Brasil.

Por isso, gostaria de parabenizar a Profª. Drª. Julia Maria Matera e a ONG Proteção Animal Mundial por abraçarem, estimularem e divulgarem a existência de métodos alternativos e humanizados como alternativa à crueldade da utilização de animais vivos em escolas e faculdades.

Feliciano Filho

A World Animal Protection premiou professora de Técnica Cirúrgica da FMVZ – USP por promover ensino ético, inovador e sem crueldade

Um dos métodos pedagógicos da Profª. Drª. Julia Maria Matera inclui o uso de cadáveres preservados e até o desenvolvimento de uma técnica inovadora, em que sangue artificial é bombeado em cadáveres preservados.

Isso permite que os alunos aprendam como conter hemorragias, por exemplo, sem precisar sacrificar ou causar sofrimento desnecessário a animais vivos.

Por combinar esta e outras técnicas inovadoras em suas aulas, a professora da Universidade de São Paulo venceu o 1º lugar do nosso concurso de métodos substitutivos.

O seu projeto “Praticando a Técnica Cirúrgica de A à Z: diérese, hemostasia e síntese em cadáveres preservados” será publicado e divulgado junto aos vencedores do 2º e 3º lugar, em toda América Latina.

Método revolucionário

Nossa gerente de programas veterinários Rosangela Ribeiro, da World Animal Protection Brasil, visitou o campus da USP nesta terça-feira (23) para entrega do prêmio junto ao diretor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, o Prof. Dr. José Antonio Visintin.

“Ela revolucionou a forma de ensinar cirurgia”, elogiou Ribeiro. “Porque passou do uso de animais vivos para o uso de cadáveres de fonte ética. E agora trabalha para aperfeiçoar estes métodos, deixando-os mais realistas”.

Com isso, os alunos aprendem a fazer incisões (cortes), suturar (costurar), conter hemorragias (sangramentos) e treinam técnicas cirúrgicas importantes antes de tratar animais que realmente precisam de atendimento, sob supervisão da faculdade.

A Profª. Drª. Julia Maria Matera recebeu ainda, como prêmio, um conjunto de modelos e simuladores da empresa Recue Critters®, além de ossos sintéticos da Nacional Ossos®, para usar em sala.

O que são métodos humanitários?

Frequentemente, nos cursos de medicina veterinária e zootecnia, o uso de animais em sala é feito de forma prejudicial. Isto significa que milhares de animais são submetidos a algum tipo de dor, estresse físico e/ou psicológico, privados de suas funções biológicas ou mesmo mortos para fins didáticos.

Os métodos humanitários são alternativas educacionais que não prejudicam os animais. Entre elas estão os simuladores (realidade virtual), manequins, impressoras 3D, vídeos de treinamento cirúrgico, técnicas de pintura corporal e uso de cadáveres de origem ética.

(Fonte: World Animal Protection)

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