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publicado em 30 de dezembro de 2014

Assustado com fogos, cão se joga de sacada e morre enforcado

Amigos,

Mais uma amiguinha vítima de fogos. Foi pensando no desespero de nossos amigos que protocolei um projeto de Lei que proíbe o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos de artifício em eventos realizados com a participação de animais, ou em áreas próximas a locais onde se abrigam animais.

É comum os bichinhos, por terem uma audição extremamente aguçada, apresentarem um comportamento agitado e sinais de pânico. Existe a possibilidade de fugirem, se perderem e/ou serem atropelados. Há, ainda, como aconteceu, riscos como de enforcamento com a própria coleira, acidentes em janelas e portas, quedas de locais altos, como varandas de apartamentos, sem contar o perigo de queimaduras. Alguns animais apresentam até convulsões, sendo os cães os mais sensíveis da lista. Todos esses fatores podem levar o animal a óbito – por isso a atenção nesse período deve ser redobrada.

Quem cuida de animais, principalmente os que vivem em locais urbanos, deve prestar muita atenção. Quando em pânico, o animal se sente desorientado e tende a correr sem destino. Em datas comemorativas, é difícil encontrar atendimento emergencial disponível caso haja acidentes. Por isso, cuidados extras são indispensáveis nesses dias. Uma providência importante é colocar dados de contato na coleira do animal, para que possa ser encaminhado à sua família, caso fuja. Se possível, colocar mais de um número de telefone, para agilizar a localização do responsável.

Para evitar o sofrimento dos animais, aponto alguns cuidados que irão garantir sua segurança e bem-estar:
– acomodar os animais em ambientes em que já estejam acostumados, para que se sintam em segurança;
– fechar portas e janelas;
– verificar se os abrigos dos animais estão bem fechados;
– evitar muitos animais em um mesmo abrigo, especialmente cães, para que não haja brigas;
– uma boa dica é acostumar aos poucos os animais ao barulho, levando-os para perto da TV ou do rádio e ir aumentando o som devagar. Assim, ele não será surpreendido de forma inesperada com o barulho dos fogos;
– evitar deixá-los amarrados para não provocar enforcamento;
– em casos extremos, alguns veterinários indicam o uso de tampões de algodão nos ouvidos. Nesse caso, é preciso atenção ao tamanho desses tampões, para que não entrem no duto auditivo do animal;
– e, o mais importante: nunca medicar o animal sem orientação do veterinário.

Feliciano Filho

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