banner site novo
banner site novo
banner 04 editado
banner 04 editado
banner 04 editado
banner 01 editado
banner 01 editado
banner 01 editado
DEPA
DEPA
DEPA

publicado em 9 de novembro de 2016

Por que animais ainda são usados na experimentação científica?

  • Alguns cientistas, séculos atrás, já diziam o quanto era bárbaro a utilização de animais em experimentos. Mas, ao que parece, suas vozes passaram despercebidas, dando chance para que a vivissecção se perpetuasse e até se fortalecesse durante muitas gerações de pesquisadores. Ainda hoje, o óbvio, ou seja, que os animais têm consciência, dores físicas e emocionais, continua sendo ignorado por grande parte dos cientistas.

    A Nova Ciência existe. Métodos modernos e éticos existem dando resultados muito mais precisos mas, ainda assim, a cultura de explorar o mais fraco, indefeso e de outra espécie persiste. É com esse foco que os pesquisadores de diversas áreas do GEDA – Grupo de Ética e Direitos Animais do Diversitas – Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da FFLCH / USP aprofundam seu trabalho.

    b-2-1

    O Seminário “Utilização de Animais na Experimentação Científica”, promovido pelo Diversitas com apoio do Move Institute, nos dias 3 e 4 de novembro na Casa de Cultura Japonesa da USP, mostrou que vários estudiosos consagrados já criticavam a exploração dos animais na Ciência. A advogada Vânia Rall destacou a frase do filósofo escocês David Hume (1711 – 1776): “Nenhuma verdade me parece mais evidente que os animais serem dotados de pensamento e razão tal como os homens. Os argumentos neste caso são tão óbvios, que nunca escapam aos mais estúpidos e ignorantes”.

    No século 19, Marshall Hall, neurologista e fisiologista, já acreditava que: nenhum experimento deveria ser executado caso a mera observação do organismo já fosse suficientemente informativa, que os resultados buscados pelo vivissecionista deveriam se provar tangíveis desde o início de seu projeto, que repetições desnecessárias dos procedimentos precisavam ser evitadas e que o mínimo de sofrimento deveria ser a meta do cientista.

    b-3

    “Em 1876 a Rainha Vitória já assinava uma lei proibindo sofrimento animal em experimentos”, conta o historiador Vitor da Matta Vívolo que participou do Seminário do Diversitas. Ao longo da história da humanidade vamos nos deparar com Descartes, que reduziu os animais a simples máquinas e, infelizmente, foi e ainda é admirado por seus pensamentos, e com Darwin, que tinha uma visão talvez evoluída demais para sua época. Ele reconheceu nos animais as mesmas emoções humanas, sentimentos, expressões faciais e outras formas de comunicação que não eram geradas pelo instinto, mas por um estado consciente de ser e viver.

    Mas se o sofrimento dos animais mantidos em experimentos é tão evidente, porque grande parte dos pesquisadores não se preocupa com isso? Por que diante de tantos métodos novos de experimentação sem utilização de animais vivos, mais econômicos e eficientes, ainda há tanta resistência em adotá-los?

    Os novos pesquisadores

    É nas universidades que se formam os futuros pesquisadores. O professor Antônio Ribeiro de Almeida Junior, diretor do Diversitas, salientou que “temos uma ciência antropocêntrica, que não se preocupa com os direitos dos animais”. E acrescentou: “Uma coisa é ser ativista e outra é levar esse discurso para o meio acadêmico e de forma que a ciência aceite”.

    O advogado Carlos Frederico de Jesus, do GEDA, fez um minucioso estudo sobre a Lei Arouca, que desde 2008 regulamenta o uso de animais em pesquisas: “Essa lei está atrasada em pelo menos 50 anos. Está em desacordo com nossa constituição que diz no inciso 7 que estão vedadas as práticas que submetem os animais à crueldade”.

    b-4

    Ele ressalta que na Lei Arouca fala-se em não usar animais quando houver métodos alternativos e que os experimentos devem ser filmados sempre que possível para evitar que novos animais sejam usados. “Eu pergunto: com a tecnologia de que dispomos hoje, quando não é possível filmar? Além disso o CEUA (Comissão de Ética no Uso de Animais) é uma farsa porque dos 14 membros, 12 são pesquisadores e docentes. Apenas uma ou duas vagas são permitidas aos protetores. Em franca minoria o que é possível fazer?”

    Outra problemática é a imposição de docentes resistentes aos novos métodos de estudo e pesquisa. A professora Odete Miranda, da Faculdade de Medicina do ABC, causou uma revolução no ensino, mas foi um caminho árduo: “Os alunos chegam na faculdade sem nada saber e se o professor não apresenta a eles o que há de mais moderno e ético, eles não vislumbram opções de ensino sem uso de animais. Resolvi fazer alguma coisa a respeito quando, em 2002, um cãozinho estava sendo arrastado para dentro da sala de aula. Os cães percebem o que será feito deles e choram, suplicam. Isso traumatiza os alunos e os dessensibiliza. Eu me recusei a dar aula naquele dia e montei um comitê para mostrar alternativas ao uso de animais”.

    b-6

    A professora teve que conversar muito com outros docentes, com alunos e com a diretoria da faculdade. Montou um dossiê com métodos substitutivos. Valeu a pena! Desde 2007 nenhum animal é usado nas aulas de Medicina e a universidade até já foi premiada por seus resultados no ensino.

    O biólogo João Epifânio Lima, autor do livro “Vozes do Silêncio”, também vivenciou algo semelhante: “Quando ainda era estudante havia um silêncio por parte dos alunos que utilizavam animais e assistiam o sofrimento deles todos os dias. Eram práticas de vivissecção extremamente violentas. Pouca gente sabe disso, mas apenas 15% dos experimentos é feito com anestesia. Em geral, as pessoas acham ruim causar sofrimento, mas também acreditam que não há outro jeito de fazer. É preciso haver pluralismo metodológico”.

    E a questão da vivissecção em faculdades e laboratórios não atinge apenas os animais de biotério, criados para uma vida de sofrimento contínuo desde os primeiros meses de vida, como é caso de cães da raça Beagle e macacos Rhesus, conforme lembra o jornalista Dimas Marques do site Fauna News: “Animais de todos os tipos estão sendo arrancados das florestas para abastecer o mercado da vivissecção. É a biopirataria. São seres importantíssimos para a manutenção do ecossistema em que vivem, ou seja, além da crueldade dos experimentos, a vivissecção também contribui para com o desequilíbrio ecológico”.

    Saiba mais sobre o Diversitas: acessando aqui.

    (fonte: ANDA)

    Destaque

    
  • VITÓRIA DOS ANIMAIS, RESPEITO À VIDA!

    por Deputado Feliciano Filho

    (Foto – 18 de abril de 2001: Feliciano lacra a câmara de gás de Campinas)

    No dia 17 de abril de 2001, quando minha cachorrinha Aila me levou até o Centro de Zoonoses de Campinas, fiquei tão horrorizado com o que vi que, naquele momento, fiz uma promessa que daquele segundo em diante dedicaria a minha vida aos animais e lutaria para acabar com as mortes nos CCZs.

    No dia 17 de abril de 2008, ou seja, exatos sete anos depois, consegui cumprir minha promessa com a sanção da Lei Feliciano pelo Governo do Estado de SP.

    Foi uma luta muito dura árdua, onde renunciei à minha vida pessoal, mas valeu a pena. A partir da aprovação da Lei 12.916/2008, os Centros de Controle de Zoonoses (carrocinhas), canis municipais e congêneres estão proibidos de matar animais indefesos – que não podem se defender, não tem voz e nem a quem recorrer – de forma indiscriminada, como forma de controle populacional, sendo apenas permitida a eutanásia em animais que apresentem males ou doenças incuráveis ou enfermidades infectocontagiosas que coloquem em risco a saúde pública (devendo ser justificada por laudo técnico que ficará á disposição das entidades de Proteção Animal).

    Esta Lei ainda autorizou o Governo do Estado a fazer convênios com os municípios no intuito de instituir Políticas Públicas corretas para os animais tais como: castração, identificação e conscientização da população.

    Os Cães Comunitários também estão protegidos com a Lei Feliciano. Vale lembrar que “Cão Comunitário” é aquele que estabelece com a comunidade laços de dependência e manutenção, embora não possua responsável único e definido, e, desde 2008, só podem ser recolhidos para esterilização e registro, devendo ser posteriormente devolvidos aos locais de origem.

    Quanto à questão dos cães com mordedura injustificada comprovada por laudo médico, estes devem ser encaminhados para programas especiais de adoção antes de qualquer eutanásia ser sequer cogitada.

    São Paulo mais uma vez saiu na frente dando exemplo e, já em 2008, eu não tinha dúvida que outros estados seguiriam o mesmo caminho. Tive razão: Hoje a Lei Feliciano já tramita ou foi aprovada em 20 estados do país.

    A aprovação desta lei configurou-se em um ato histórico, divisor de águas e verdadeira mudança de paradigma, pois proibiu uma prática arcaica, ineficaz, cruel e desumana, além de estar de acordo com o que é preconizado pela Organização Mundial de Saúde, Organização Panamericana de Saúde e com o próprio boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

    Volto a cumprimentar o governador à época, José Serra, pelo seu discernimento, lucidez e responsabilidade com a coisa pública, afinal, a problemática dos animais não é só uma questão humanitária, mas também de Saúde Pública, Meio Ambiente e de respeito ao dinheiro público, pois as prefeituras, de uma forma geral, gastam três vezes mais para piorar uma situação que cresce de forma geométrica ao passo que poderiam gastar um terço trabalhando nas causas para resolver o problema.

    Hoje faz 16 anos que olhei nos olhos daqueles cães que estavam no CCZ de Campinas, empoleirados na grade, e o olhar deles dizia “Você é a nossa última esperança, tire-nos daqui!”

    Naquele tempo, os animais eram enviados para universidades onde serviam de cobaias e os restantes eram mortos na câmara de gás. Em 17 de abril de 2001, não havia água ou comida para os animais e eles já estavam praticando canibalismo, se matando e se comendo, no meio das fezes! Foi naquele momento que os olhei nos olhos e prometi que “Dedicaria o resto da minha vida a eles”.

    No dia seguinte da promessa de vida, 18 de abril, lacrei a câmara de gás de Campinas, dei início às feiras de adoção e consegui salvá-los!

    Foi quando tudo começou. E hoje a Lei Feliciano caminha para seu vigésimo estado,  conseguindo salvar a vida de milhares e milhares de animais.

    Abraço a todos.

    Conheça a Lei Feliciano: http://felicianofilho.com.br/leis/lei-no-12-916-de-16042008-lei-feliciano-dispoe-sobre-o-controle-da-reproducao-de-caes-e-gatos-e-da-providencias-correlatas/

    CONHEÇA FELICIANO

    Graduado em Economia e Vegetariano, Feliciano fundou em 2001 a União Protetora dos Animais (UPA), permanecendo à frente da entidade até 2009. Foi eleito Vereador em Campinas em 2004, tendo sido então o mais votado do município. Em 2006, elegeu-se Deputado Estadual com 43.643 votos, foi reeleito, em 2010, com 137.573 votos e conquistou o terceiro mandato em 2014 com 188.898 votos, sendo o oitavo deputado estadual mais votado de SP.

     ”Eu já nasci Protetor dos Animais,” diz o deputado, “Pois desde criança, quando ia para a fazenda que meus pais tinham em Santa Rita do Passa Quatro, ninguém podia matar uma galinha, um porco, ou maltratar qualquer animal.”

    Quando ouvia os porcos gritando, Feliciano, com apenas 10 anos de idade, pegava uma garrucha velha e descia correndo para o mangueirão, a fim de ver se os colonos estavam matando os porcos. “Um dos dias mais tristes de minha vida foi quando meu pai vendeu a fazenda. Eu tinha 14 anos e lá deixei todos aqueles animais que eu tinha criado com tanto amor, carinho e dedicação”, lamenta.

    Todo esse amor pelos animais sempre fez Feliciano sonhar em um dia fazer alguma coisa grande para atingir as causas dos sofrimentos. “Eu sempre colocava na minha agenda a frase ‘Ajudar os Animais’, mas o dia a dia, sempre trabalhando muito, me levava a postergar este sonho. No entanto, sempre socorri os animais que apareciam na minha frente, não tenho nem conta, acho que foram mais de 200. Daria para escrever um livro. Até que um dia minha cachorrinha Aila fugiu, o que a tornou uma grande mártir, pois foi por causa dela que tudo começou. Ela pulou um muro que nunca nenhum cachorro havia pulado antes e saltou novamente no telhado de uma casa nivelado com o muro. Parece que ela queria me levar ao CCZ. Foi o que aconteceu. Depois de revirar tudo de todas as maneiras possíveis, fui até o CCZ, e, quando lá cheguei, descobri que existia uma câmara de gás. Não desejo para ninguém aquele sentimento de impotência, com aqueles cachorros olhando para mim, com um olhar que me dizia: não vá embora, você é a nossa única esperança”, explica Feliciano.

    Naquele instante, o sentimento de impotência transformou-se em um sentimento de revolta muito grande. Feliciano fez sua Promessa de Vida e, imediatamente, entrou em estressantes e duras negociações com o CCZ e a Secretaria de Saúde de Campinas, fechando um acordo de emergência. No dia seguinte, lacrou a Câmara de Gás da cidade. “Deste dia em diante, minha vida mudou. Não parei mais. Hoje luto de cidade em cidade, contra as crueldades.”

    Uma dessas lutas foi dois anos depois, em Campinas mesmo: O Caso do Save

    “Save foi salvo por 5 segundos. Pena que os outros não tiveram a mesma sorte,” conta Feliciano. “Recebi a denúncia que haveria um massacre, uma matança generalizada de cães na Zoonoses de Campinas. Mesmo ultrapassando sinal vermelho, sabia que não daria para chegar a tempo. Do caminho liguei para a coordenadora do CCZ pedindo para que parassem o procedimento, mas ela não concordou. Acelerei muito mais, pois sabia que cada segundo poderia valer vida.

    Quando lá cheguei, fui direto para a sala de eutanásia, mas, antes de entrar, abri o freezer que ficado lado de fora e ele já estava quase cheio de cães dentro de sacos plásticos.

    Quando abri a porta, o veterinário tentou fechá-la me empurrando e disse a ele que se ele encostasse mais uma vez a mão em mim eu tomaria providências. Sobre a mesa de eutanásia, um cachorrinho morto. O Save já estava imobilizado e com um olhar de pavor e horror, o médico com a seringa na mão. Foi por um triz; sob  muita tensão e gritaria, falei para pararem com os procedimentos e a coordenadora chegou mandando eu sair de lá imediatamente, sob pena de ela chamar a polícia. Respondi a ela que eu é que iria chamar a polícia, pois estava agindo dentro da lei, e que não sairia da sala enquanto os veterinários e o Save não saíssem também, parando assim as execuções. E assim foi feito. Pelo número de veterinários e ajudantes na sala, fico pensando na quantidade de animais que seriam mortos, caso eu não chegasse a tempo…

    O Save ficou até traumatizado, por ter assistido à morte dos outros companheirinhos e tê-la sentido bem de perto, passando por todo o processo. Quando as pessoas chegavam perto dele, ele ficava como uma estátua, com um olhar fixo no vazio, encostado no canto como se quisesse entrar na parede ou dentro de si próprio – isso quando não se enrolava todo, colocando o focinho entre as pernas e começando a tremer. Foi preciso muito carinho para desestressá-lo e realizar sua recuperação. Save viveu mais 10 anos e tornou-se o símbolo da luta contra a matança indiscriminada nos CCZs e canis municipais.

    Já conseguimos grandes vitórias, mas, tudo isto tem um preço: não tenho mais vida pessoal. É de segunda a segunda. Das 8 da manhã à meia-noite”, conclui Feliciano Filho.

    Neste período, aprovou a Lei Feliciano (Lei Estadual 12.916/08), que proíbe a matança indiscriminada de cães e gatos nos canis municipais e revolucionou a proteção animal. Essa lei provocou tamanha mudança de paradigma que vem sendo copiada na maioria dos estados brasileiros.

    Também aprovou a Lei da Nota Fiscal Animal (14.728/12), que estende os benefícios da Nota Fiscal Paulista às entidades de proteção animal. Esta lei é fundamental para ajudar as entidades a continuar esse importante trabalho de resgate, tratamento, castração, conscientização da população e doação dos animais vítimas de sofrimento e maus tratos.

    É dele também a Lei Antitestes em Animais (15.316/14), que proibiu o uso de animais em testes de produtos cosméticos, higiene pessoal, perfumes e seus componentes em todo o estado, e a Lei que institui a Semana de Conscientização dos Direitos dos Animais (15.431/14), a ser comemorada, anualmente, na semana que antecede o dia 4 de outubro. Ainda em 2014, teve sancionada sua Lei AntiPeles (15.566/2014), que proíbe a criação de animais para extração de peles.

    Hoje em seu terceiro mandato como Deputado Estadual por São Paulo, sua plataforma política se baseia integralmente na instituição de políticas públicas para a proteção, defesa e bem estar dos animais. É recordista de projetos nessa área e o único deputado 100% dedicado à causa animal.

  • 
  • 2016: Um ano de muito trabalho e várias vitórias

    No ano de 2016 a população de São Paulo ganhou uma ferramenta importantíssima na defesa dos animais: a DEPA – Delegacia Eletrônica de Proteção Animal que, graças à Lei 16.303/16, de minha autoria, que passou a funcionar em dezembro por meio do link http://www.ssp.sp.gov.br/depa (localizado dentro do site da Secretaria de Segurança Pública).

    Essa foi uma das maiores vitórias para a causa animal dos últimos tempos – um meio ágil e moderno que permite denúncias via internet e até mesmo pelo celular, com a vantagem de se anexar fotos e vídeos. As denúncias são direcionadas para as delegacias das regiões das ocorrências e o denunciante recebe, em até 10 dias, retorno sobre o andamento do caso.

    15095637_1259529664121288_2755599453520897309_n

    Além disso, em novembro, promovemos a audiência pública “Uso de animais no ensino: ainda é necessário?”, com a presença de vários especialistas das áreas técnicas e jurídicas, como as professoras Júlia Matera (Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP), ganhadora de prêmio internacional pelo uso de método substitutivo; e Odete Miranda, que conseguiu abolir o uso de animais na Faculdade de Medicina do ABC desde 2007. O evento contou também com o juiz federal Anderson Furlan que deixou claro que o uso de animais no ensino é um ato criminoso havendo métodos substitutivos, segundo a Lei 9.605 de Crimes Ambientais. Veja o resumo da audiência clicando aqui.
    A audiência serviu para colocar em discussão um tema de suma importância nos dias de hoje. Trata-se de uma tendência mundial utilizar métodos éticos no ensino, como já fazem as melhores faculdades dos Estados Unidos, Canadá e Alemanha. Por meio do Projeto de Lei Nº 706 de 2012, pretendo que a utilização de animais no ensino se restrinja a estudos observacionais em campo, exames clínicos que auxiliem o diagnóstico do paciente e animais que estejam de fato necessitando da intervenção de um profissional para restabelecimento de sua saúde. O PL regulamenta ainda a utilização de material biológico e cadáveres adquiridos eticamente. Veja íntegra do PL aqui.

    Inclusive, em meu site, encontra-se ainda um modelo de Carta de Objeção de Consciência. O documento serve para que estudantes obrigados a cumprir disciplinas em que precisam estudar animais vivos optem por não fazê-lo, sem que sejam penalizados por isso.

    04

    De 28 de setembro a 4 de outubro comemoramos a Semana de Conscientização dos Direitos Animais – uma data que passou a fazer parte do calendário oficial de datas comemorativas do Estado de SP com a Lei 15.431/ 2014, também de minha autoria. O objetivo da Semana é estimular a reflexão sobre como são tratados os animais domésticos, silvestres, selvagens e também os destinados ao consumo. Leia mais em http://felicianofilho.com.br/blog/participe-da-semana-de-conscientizacao-dos-direitos-dos-animais-de-sp/

    Vale lembrar também que a Lei Feliciano (Lei 12.916 de 2008) completou em 2016 oito anos e já vai para o vigésimo Estado! O extermínio de animais de rua saudáveis foi proibido em Alagoas, Amazonas, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em Mato Grosso do Sul, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Piauí, Roraima, Distrito Federal e Rio de Janeiro a lei está em vias de ser sancionada. Leia mais em http://felicianofilho.com.br/blog/lei-feliciano-filho-proibe-matanca-de-animais-de-rua-em-sp/

    15401175_1285633098177611_7605934936737678468_n

    Lamentavelmente, próximo do final do ano uma triste notícia: eu perdia minha querida cachorrinha Sapeca, já idosa e muito doente, mas que foi uma companheira exemplar durante 15 anos – um amor que não se apaga com sua ausência, mas que apenas me faz perceber o quanto vale a pena se dedicar a essas criaturas de sentimento puro, capazes de um amor intenso e verdadeiro sob as condições mais adversas. Uma experiência com a qual muitos protetores e amantes de animais devem se identificar e que pode ser conferida em http://felicianofilho.com.br/blog/a-sapeca-nos-deixou/

    15369987_1278603618880559_1248997737411437968_o

    Em dezembro duas gratas surpresas: fui vencedor do Prêmio Vista-se como Político Destaque de 2016 e agraciado com a Medalha do Cinquentenário da Polícia Florestal oferecida pela Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo. A votação do Prêmio Vista-se foi exclusivamente feita pelo público a quem sou muito grato por me acompanhar nessa trajetória de luta na causa animal e sem o qual nenhuma das conquistas teria sido possível.

    15622553_1298067433600844_6154682924802721417_n

    E, finalmente, beirando a virada de 2016 e 2017, dois resgates impediram que 17 porcos fossem para as ceias de Natal e Reveillon. No primeiro resgate foi possível salvar dois porcos com a ajuda da Polícia Militar Ambiental depois de ter recebido um vídeo com imagens terríveis de um porco sendo morto com requintes de crueldade.

    15590549_1300933879980866_1671283025596136257_n
    No segundo resgate 15 porcos foram salvos em Guarulhos. Recebi a denúncia de um abatedouro clandestino e, em contato imediato com o CCZ daquela região, foi possível salvar os animais, incluindo uma porca e seus seis filhotes.

    15697846_1299743346766586_7188013373432115885_n
    Fechando o ano de 2016 atendi ainda a denúncia de cães, no bairro do Brás, que estavam vivendo em situação deplorável dentro de uma casa e até se matando, conforme vídeo que me foi encaminhado. Com o apoio da Polícia foi possível verificar a denúncia e retirar os animais do local. Todos esses três resgates no final do ano estão narrados e ilustrados em minha página do facebook que entrou 2017 com mais de 300 mil curtidas.

    Meu eterno obrigado esperando continuar contando com todos para a nossa luta pelos animais em 2017

    Feliciano Filho

    15934655_1221118181303865_397910598_n

    P.S. Amigos, gostaria de agradecer às 300 MIL pessoas que amam os animais e curtiram a página Feliciano Filho no Facebook para apoiar e acompanhar o nosso trabalho!

    Que 2017 seja um ano de muitas conquistas e vitória para aqueles que não podem se defender, não têm voz e nem a quem recorrer

    Um abraço a todos!

     

Nome Completo (obrigatório)

Seu e-mail (obrigatório)

Seu Depoimento