A importância de castrar animais

A campanha do Outubro Rosa para animais é para lembrar que exames preventivos e a castração podem evitar o câncer de mama, mas existem outros benefícios no ato de castrar cães e gatos.  É também a solução mais eficiente contra a superpopulação de animais de rua e ainda equilibra as colônias de cães e gatos que vivem em praças ou outros espaços públicos. Por conta disso, alguns protetores praticam CED – Captura, Esterilização e Devolução, mantendo as colônias saudáveis e controladas. “É preciso que em todo o Brasil se mude a cultura de controle populacional dos animais. Não adianta apenas tirar da rua, seja para manter em abrigos ou mesmo matar, como ainda infelizmente acontece em alguns lugares onde ainda não existe a Lei Feliciano Filho. A castração é a maneira mais simples, eficaz e econômica de controle populacional”, comenta o deputado estadual Feliciano Filho. Márcia Cristina Palesi (foto), contabilista de SP, já teve 12 cachorros ao mesmo tempo, todos resgatados das ruas. Hoje ela tem quatro e ainda está cuidando de um que teve cinomose: “Ele se curou, já está andando e assim que o veterinário der sinal verde vou castrá-lo para doá-lo. Minha cachorra Cocada também tirei da rua quando ela tinha dois anos de idade. A primeira providência foi castrá-la e hoje ela tem 8 anos”. Márcia diz que divulga e defende muito a castração: “Afinal, os bichinhos não estão aqui para se reproduzirem ou virarem artigos de vendas em criadouros. Muitos peludos necessitam de lares e a primeira regra da posse responsável é castrar”. Segundo a World Animal Protection, uma entidade internacional bastante respeitada na causa animal, 99% das cadelas castradas antes do primeiro cio não desenvolvem câncer de mama. Já em gatas, a castração reduz as chances de câncer de mama entre 40% a 60%. E a ONG cita outros benefícios:

  • Em machos, a castração reduz a frustração sexual e a necessidade de sair em busca de fêmeas. Ao mesmo tempo, isso diminui o risco de fugas, atropelamentos e brigas com outros machos.
  • As fêmeas não ficam mais vulneráveis a infecções uterinas graves, como a piometra, uma vez que o seu aparelho reprodutor é removido durante o procedimento.
  • Já em machos, reduz-se em grande escala os problemas de próstata e evita-se o câncer de testículo, que pode ser fatal.
  • As fêmeas não entram mais no cio, poupando os tutores de lidar com o sangramento e com possíveis cães de rua importunando no portão.
  • Cães e gatos machos sentem menos necessidade de marcar o seu território com urina.
  • O animal de estimação também pode ficar mais dócil, facilitando a interação e reduzindo situações problemáticas – especialmente entre os que tinham comportamento agressivo antes.
  • A castração em si não faz os animais engordarem. O que acontece em alguns casos é a redução de atividade física, o que o leva a ganhar peso.


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