A importância das Feiras de Adoção

Na capital de São Paulo acontecem, por semana, cerca de 53 feiras de adoção de cães e gatos, ou seja, 212 por mês. São realizadas principalmente em estacionamentos de hipermercados e em pet shops. O dado é da ONG Cão Sem Dono, de SP, que há dez anos investe nesse tipo de evento. E é justamente graças as feiras que milhares de animais encontram um lar. A própria Cão sem Dono realiza de 60 a 70 eventos por mês e consegue tutores para cerca de 35 animais mensalmente. O deputado estadual Feliciano Filho conhece bem esse método de adoção que já é tendência no mundo todo. Ele já fez cerca de 3 mil feiras ao longo de sua trajetória como ativista, conseguindo casa para aproximadamente 30 mil animais. “É um trabalho que vale muito a pena porque dá resultado. Ajuda os animais e os protetores. E toda a sociedade ganha com isso porque quanto mais animais adotados, menos nas ruas. Sem falar do ganho emocional. Adotar um animal é ter um amigo fiel por toda a vida”, diz. 10483924_645947665487589_1858272153_n O deputado ressalta ainda que as feiras realizadas em diversos bairros têm uma importância fundamental porque facilitam a adoção de quem não tem carro ou disposição para ir até o CCZ de SP adotar. “Muita gente prefere escolher um bichinho em feira próxima de sua casa. É mais simples. Os eventos em bairros funcionam bem”. luiza-larentes A dona de casa Luiza Larantes, de Jundiaí (interior de SP) adotou dois cachorros, Mel (hoje com seis anos) e Yudi (10 anos), em feira do canil municipal realizada em um hipermercado perto de sua residência. “Amo os animais e se eu pudesse adotaria muitos. Fico muito triste quando vejo um animal maltratado e não posso fazer nada. Peço à Deus que ilumine o Feliciano para que ele continue trabalhando com a proteção dos animais”. cristiane-assis Cristiane Assis, que atua em escritório de advocacia em Barretos (Interior de SP), além de adotar quatro animais em feiras (Rebecca, Flora, Kitita e Pietra), também participa da ONG Amigos Barretenses de Animais (Aba) que promove feirinhas aos sábados. Segundo ela, as feiras são a forma mais prática de conseguir adoção para os animais resgatados: “Essa luta pelos animais é sofrida, mas gosto de ajudar. E já tive o prazer de receber o Feliciano em minha cidade. Ele deu uma palestra linda aqui para nós”. A profissionalização das feiras cao-sem-dono Rafael Miranda, fundador e presidente da ONG Cão Sem Dono, conta que começou resgatando animais, castrando e colocando para adoção: “Mas tinha que gastar com hotelzinho. Então, uma ocasião, já tinha 15 cães resgatados e achei melhor alugar uma casa e colocá-los lá. Foi assim que começou a ONG e nosso trabalho com feiras de adoção”. Hoje a Cão Sem Dono mantém 350 animais, sendo vários deles idosos, de porte grande ou com sequelas de maus-tratos, o que dificulta a adoção: “Se não fosse por isso estaríamos doando mais de 35 animais por mês. Evitamos levar os filhotes nas feiras já que eles podem atrapalhar a adoção de adultos. E procuramos chamar a atenção com música, bexigas e pipoca no local da feira, além de anunciá-la na mídia local”. feira-da-cao-sem-dono Segundo Rafael, para ter bom resultado, as feiras precisam se profissionalizar. Por isso a ONG contrata em média 15 pessoas por semana para atuar nesses eventos que acontecem de quarta a domingo em diversos bairros: “Essa gente é treinada para trabalhar com adoção, analisando bem o perfil do adotante e também do cachorro. Aliás, muitas vezes o cão é que escolhe o tutor e, claro, precisa existir uma química entre os dois”, explica o ativista. Ele diz ainda que é importante fazer um acompanhamento da adoção, ao menos, nos primeiros meses: “Pedimos para o tutor postar fotos recentes do animal nas redes sociais e manter contato. Caso isso não aconteça vamos até a casa do adotante checar e, se for constatada alguma irregularidade, pegamos o animal de volta”.



Translate